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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Carlos Drummond de Andrade – 110 anos



Nesse dia é comemorado 110 anos do nascimento do poeta, cronista e contista mineiro da cidade de Itabira. Por ser de forte influência, Carlos Drummond de Andrade fora eleito o poeta mais importante do século XX.
Uma de suas obras mais famosa é o poema “José”, que fora incluído no livro “poesias”, publicado no ano de 1942. Esse mesmo poema fora imortalizado na música na voz do cantor Paulo Diniz, com o nome de “E Agora José?”

E Agora José?
Paulo Diniz

E agora, José?
A festa acabou,
A luz apagou,
O povo sumiu,
A noite esfriou,
E agora, José?
E agora, você?
Você que é sem nome,
Que zomba dos outros,
Você que faz versos,
Que ama, protesta?
E agora, José?
Está sem mulher,
Está sem carinho,
Está sem discurso,
Já não pode beber,
Já não pode fumar,
Cuspir já não pode,
A noite esfriou,
O dia não veio,
O bonde não veio,
O riso não veio
Não veio a utopia
E tudo acabou
E tudo fugiu
E tudo mofou,
E agora, José?
Sua doce palavra,
Seu instante de febre,
Sua gula e jejum,
Sua biblioteca,
Sua lavra de ouro,
Seu terno de vidro,
Sua incoerência,
Seu ódio - e agora?
Com a chave na mão
Quer abrir a porta,
Não existe porta;
Quer morrer no mar,
Mas o mar secou;
Quer ir para minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
Se você gemesse,
Se você tocasse
A valsa vienense,
Se você dormisse,
Se você cansasse,
Se você morresse...
Mas você não morre,
Você é duro, José!
Sozinho no escuro
Qual bicho-do-mato,
Sem teogonia,
Sem parede nua
Para se encostar,
Sem cavalo preto
Que fuja a galope,
Você marcha, José!
José, para onde?
Você marcha José, José para onde?
Marcha José, José para onde?
José para onde?
Para onde?
E agora José?
José para onde?
E agora José?
Para onde?

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Sugestões de livros




Divulgando os livros publicados por Dayviton Almeida.
Desejo uma boa leitura a todos.
Disponíveis no link abaixo.
Ou

Desejo uma boa sorte nessa profissão de escritor e boa leitura a todas as pessoas que obtiverem os seus livros.

domingo, 28 de agosto de 2011

João Cabral de Melo Neto


João Cabral de Melo Neto (1920/1999)


Mesmo sem querer fala em verso
Quem fala a partir da emoção” – João Cabral de Melo Neto.
O mais importante personagem do modernismo, segundo críticos literários.
Um dos maiores poetas brasileiros e também diplomata, conhecido como o “engenheiro poeta”.
Membro da Academia Brasileira de Letras desde 1969.
Sua obra caracteriza-se pela pesquisa formal, na procura da máxima concisão e densidade poética, racional e elíptica.
“A poesia não está no sentimento do poeta ou, mesmo, na beleza dos fatos a que se refere, mas na organização do texto, no rigor de sua construção.”
Estreara em 1942, e já em 1954 obtera o prêmio do IV Centenário de São Paulo, com o poema O Rio.
Como diplomata, de carreira desde 1945, serviu à representação do Brasil na Inglaterra, França, Suíça e Espanha. Alem de viaja pelo mundo:
Barcelona, Londres, Sevilha, Marselha, Genebra, Berna, Assunção, Dacar, etc.
* Em 1952, volta para o Recife, afastando-se da carreira;
* Em 1954, recebe um prêmio pela obra poética;
* Em 1955, retorna à diplomacia;
* Em 1956, escreve o poema dramático Morte e Vida Severina, que, encenado pelo TUCA;
* Em 1966, com músicas de Chico Buarque, consagra-o definitivamente;
* Em 1969 toma posse na Academia Brasileira de Letras. Vivera mais alguns anos no Rio, onde se aposentou.
Membro da Academia Brasileira de Letras desde 1969.
Sua escultura está na Rua da Aurora, considerada por Gilberto Freyre: “A Mais Recifense de todas as ruas”.
Homenagem ao imortal na Rua da Aurora, a segunda escultura do Circuito das Poesias.
É o "poeta-engenheiro"; que constrói uma poesia calculada, racional, num evidente combate ao sentimentalismo choroso; para isso, utiliza-se de uma linguagem enxuta, concisa, elíptica
João Cabral de melo neto a contemplar o “O Cão Sem Plumas” – O Rio Capibaribe, assim chamado em um de seus poemas.

Vista do poeta.
O Rio Capibaribe - Cão sem Plumas; a Ponte Duarte Coelho, ao fundo; A Rua do Sol, á esquerda.
Uma bela vista a qual o imortal está a contemplar...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Bento teixeira

Bento teixeira

Bento Teixeira Pinto (português radicado no Brasil), o autor da obra Prosopopéia, que foi a obra que propagou o estilo barroco no Brasil e é, também, a nossa primeira obra literária, um marco da nossa literatura e História, o marco inicial do estilo literário Barroco no Brasil.
Bento Teixeira nasceu em Portugal, porém viveu grande parte de sua vida no Brasil, em Pernambuco.
O escritor luso-brasileiro Bento Teixeira Pinto, nascera na cidade do Porto em 1561 e falecera em 1600, na cidade de Lisboa, também em Portugal.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A Importâcia do Ato de Ler.


A Importâcia do Ato de Ler.


Ja que todos jugam o livro pela capa;
esse livro é bem atrativo, pois o seu título remete a uma causa da leitura e sua importância, para os docentes críticos e aos demais públicos diversificados.
Julgando-o pela capa e pelo seu conteúdo.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Carlos Pena Filho.

Carlos Pena Filho, Peta comparado a um pintor de palavras por Gilberto Freyre.
Sua escultura está localizada na Praça da Independência, também conhecida como Praça do Diário de Pernambuco, pois a sua frente encontra-se a antiga sede do jornal mais antigo da América Latina em circulação, o Diário de Pernambuco, jornal o qual o poeta fora colaborador.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Recife, Evocação por Manuel Bandeira


Recife
Não a Veneza Americana
Não a Mauritsstad(Cidade Maurícia, ou Cidade de Maurícia) dos armadores da Índas Ocidentais
Não o Recife dos Mascates
Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois - Recife das Revoluções Libertárias
Mas o Recife sem História, nem literatura
Recife da minha infância.

Manuel Bandeira, Livro do Centenário do Diário de Pernambuco, 1925, Ao convite de Gilberto Freyre








De Manuel Bandeira:

Recife
Não a Veneza americana
Não a Mauritsstad dos armadores das Índias Ocidentais
Não o Recife dos Mascates
Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois
- Recife das revoluções libertárias
Mas o Recife sem história nem literatura
Recife sem mais nada
Recife da minha infância
A rua da União onde eu brincava de chicote-queimado
e partia as vidraças da casa de dona Aninha Viegas
Totônio Rodrigues era muito velho e botava o pincenê
na ponta do nariz
Depois do jantar as famílias tomavam a calçada com cadeiras
mexericos namoros risadas
A gente brincava no meio da rua
Os meninos gritavam:
Coelho sai!
Não sai!

A distância as vozes macias das meninas politonavam:
Roseira dá-me uma rosa
Craveiro dá-me um botão

(Dessas rosas muita rosa
Terá morrido em botão...)
De repente
nos longos da noite
um sino
Uma pessoa grande dizia:
Fogo em Santo Antônio!
Outra contrariava: São José!
Totônio Rodrigues achava sempre que era são José.
Os homens punham o chapéu saíam fumando
E eu tinha raiva de ser menino porque não podia ir ver o fogo.

Rua da União...
Como eram lindos os nomes das ruas da minha infância
Rua do Sol
(Tenho medo que hoje se chame de dr. Fulano de Tal)
Atrás de casa ficava a Rua da Saudade...
...onde se ia fumar escondido
Do lado de lá era o cais da Rua da Aurora...
...onde se ia pescar escondido
Capiberibe
- Capiberibe
Lá longe o sertãozinho de Caxangá
Banheiros de palha
Um dia eu vi uma moça nuinha no banho
Fiquei parado o coração batendo
Ela se riu
Foi o meu primeiro alumbramento
Cheia! As cheias! Barro boi morto árvores destroços redemoinho sumiu
E nos pegões da ponte do trem de ferro
os caboclos destemidos em jangadas de bananeiras

Novenas
Cavalhadas
E eu me deitei no colo da menina e ela começou
a passar a mão nos meus cabelos-
Capiberibe
- Capiberibe
Rua da União onde todas as tardes passava a preta das bananas
Com o xale vistoso de pano da Costa
E o vendedor de roletes de cana
O de amendoim
que se chamava midubim e não era torrado era cozido
Me lembro de todos os pregões:
Ovos frescos e baratos
Dez ovos por uma pataca
Foi há muito tempo...
A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada
A vida com uma porção de coisas que eu não entendia bem
Terras que não sabia onde ficavam
Recife...
Rua da União...
A casa de meu avô...
Nunca pensei que ela acabasse!
Tudo lá parecia impregnado de eternidade
Recife...
Meu avô morto.
Recife morto, Recife bom, Recife brasileiro
como a casa de meu avô.



sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Paulo Freire


"Não há saber mais ou saber menos. Há saberes diferentes."
"Falar a mesma linguagem em várias linguas"

De modo que o pedagogo recifense, Paulo Freire, disse na citação, explicou que não há pessoas mais inteligentes ou menos que as outras, mas sim que cada pessoa é boa no que faz e no que gosta de fazer, e quando ensinadas da mesma maneira, a mais simples possível, todos aprenderão e usaram do seu modo tanto para adiquirirem o
quanto mais e repassar o assunto (conhecimento).

sábado, 2 de janeiro de 2010

Todos cantam a sua terra...

" Todos cantam a sua terra/ Também vou cantar a minha"  - Ubirajara 1874.
Como dizia José de Alencar;
E assim como muitos eu canto a minha Cidade.

Como na música de Reginaldo Rossi e em muitas outras.

Recife Minha Cidade

Reginaldo Rossi

Composição: Reginaldo Rossi
Hei! Vem cá que eu quero te mostrar
Hei! A minha cidade, o meu lugar
Hei! Recife tem um coração
Hei! Tem muito calor, muita emoção
O povo daqui gosta de cantar
Tem religião, gosta de rezar
Tem cristianismo, tem candomblé
Tem muita cachaça e muita mulher
Tem Luiz Gonzaga, Rei do Baião
Tem Alceu Valença, anunciação
E em Olinda o carnaval
É o melhor do mundo
É sensacional
Recife tem encantos mil
É... É um pedacinho do Brasil
É um paraíso tropical
Tem... Tem um acervo cultural
Ela é a Veneza desse Brasil
É intercortada por muitos rios
A capital do meu Pernambuco
Capitania que deu mais lucro
Ela é a cidade que viu surgir
Três grandes heróis da nossa nação
O negrão Henrique e o branco Negreiros
O índio Felipe e o Camarão
De Porto Alegre até Boa Vista
De Porto Velho até Natal
Em diagonal até Fortaleza
O Brasil, eu sei, tem muita beleza
Mas sou de Recife e devo cantar
A minha cidade, o meu lugar
Você não entende se não quiser
Tem muita cachaça e muita mulher

domingo, 16 de dezembro de 2007

Beleza

As mulheres feias que me perdoem, mas a beleza é fundamental.
Não há meio-termo possível. É preciso
Que tudo isso seja belo.

(Vinicius de Moraes, adapitado)